terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Teatro - parte III

Sabe qual é a emoção de estar num palco tipo uns 10 minutos sem poder falar, com as cortinas fechadas ouvindo as pessoas chegar e sentar, reconhecer suas vozes e ver os flash de suas câmeras? Aquele frio na barriga e uma vontade desesperadora de ir ao banheiro UHSAUHSHUA era só isso que eu sentia - mas eu já tinha ido, ia precisar da minha bexiga vazia SUHUHA. Ah, sim, e eu também sentia vontade de que começasse logo, para eu poder falar logo o que era para falar e correr dali! HUSUHA.


Eu só ficava pensando "merda, o que é que eu estou fazendo aqui?". Mas assim que a cortina abriu, eu tive que parar de pensar e só agir. Era automático, eu sabia o que era para fazer, era só... fazer.


Íamos fazendo a cena e falando de improviso - porque a primeira cena não tinha falas certas, era só falar qualquer coisa... (mais ou menos, só não podia falar nada de "derrame" e "pokemon" porque aí a gente caía na risada perdia todo o clima da cena).


Eu tentava não olhar para a frente porque as luzes eram quentes e eu já estava começando a suar. Foi aí que eu me lembrei: eu estava com um cantil de whisky geladinho na mão! SHUAHUS não era whisky, não, era água. E eu podia beber o quanto quisesse, porque eu era a bêbada! Até que tinha suas vantagens fazer a bêbada com aquele calorãaao... Já passava das 19h e ainda estava SOL. E fazer peça usando terno e sapato fechado não é brincadeira no verão SHUAUHS.


Então eu bebi... Bebi... Ofereci para os outros... Bebi... HSHUAS Eu bebia, falava, bebia...
O legal do teatro é que não é "robótico" como o cinema, não tem como apagar a fita e recomeçar. Tem que saber improvisar na hora, segurar a risada quando não é pra rir e fazer tudo com naturalidade, como se fosse a primeira vez que você tivesse conversando sobre aquilo. Mas às vezes você ri tanto que não consegue nem falar!
" Minha filha, Maria, adora teatro! / Ó, este canto! Será o rouxinol? / Rouxinol? Não, creio que foi a buzina de algum carro... / Romeu e Julieta, senhor. Ela está declamando Romeu e Julieta. / Ah, Romeu e Julieta... Fui eu mesmo que escrevi essa peça / Permita-me corrigí-lo senhor, mas Romeu e Julieta foi escrita pelo grande William Shakespeare. / Er... Eu escrevi Romeu e Julieta, não escrevi Titanic '-- "
Ou então você esquece as falas, e complica todo mundo, porque a gente decora as falas de tal forma que só consegue falar quando a fala anterior sai - e aí trava tudo! Gabriel, cof cof...
" Do jeito que essa cidade é cheia de ladrões, qualquer um poderia achar e ir embora com o suborno. / Falou o chefe da polícia... "
São essas coisas que não estavam programadas para acontecer que deixam tudo mais espontâneo e divertido...
E eu que nunca tinha feito teatro, não me imagino mais fora disso. Foi tudo maravilhoso, obrigada pessoal do Inspetor Geral e obrigada professor Zairo que tornou tudo muito mais especial.

Teatro - parte II

Era setembro... Estava começando nossa jornada artística HUSAUHS

Os primeiros ensaios não eram lá aquelas maravilhas, até porque ninguém tinha decorado o texto (Y) beleza! ¬¬'

Mas os próximos ensaios... bem... continuavam a mesma merda. SUHAUH. Ninguém decorava porcaria nenhuma, era lá um ou outro que lia o roteiro... E assim o tempo foi passando...

Setembro voou, sério. Outubro, então... E a gente não saía do SEGUNDO ato. Sem brincadeira, de CINCO atos, a gente não saía do segundo.

Foi aí que eu me toquei que a culpa era de todos nós, não só daqueles que tinham mais falas. E comecei a fazer minha parte, ou seja, ler o texto e decorar. Já que eu só sabia a primeira página e nas outras eu engasgava. Comecei a ler em casa, até o Nilo me ajudou algumas vezes... Eu percebi que se alguns soubessem o texto, os outros se obrigariam a decorar também para acompanhar - e não levar a culpa sozinhos da peça ser um fiasco UHSAHS.

Já estávamos no início de novembro quando a maioria da galera pegou o jeito. O pessoal parou de faltar nos ensaios, o Zairo substitui quem não poderia mesmo participar e nós começamos a ensaiar no auditório - porque até então estávamos em salas de aula arrastando cadeiras para poder dar espaço ¬¬' e toda hora alguém vinha nos tirar dessas salas HUSHUA parecíamos um bando insistente do MST.

Ao mesmo tempo em que melhorávamos a cada ensaio, o Zairo ficava mais preocupado a cada ensaio, porque a velocidade com que vínhamos progredindo ainda não era rápida o suficiente para a data da estréia, estávamos no terceiro ato. Então ele deu uma choradinha na direção para adiar uma semaninha *-* Foi ótimo, porque ia cair bem no dia da estréia do Harry Potter hahaha, e aí eu pude ir tranquila (:

As duas últimas semanas foram bem complicadas, todos estavam ficando nervosos porque começaram a perceber a catástrofe que seria e até o Bechelli começou a ler as falas dele (acho que ele percebeu que O Inspetor Geral seria morto se esquecesse as falas na estréia). O Zairo começou a gritar um pouquinho mais conosco HUSAUHS só um pouquinho... E cronometrou tudo para ver o quanto precisávamos melhorar cada ato.

Sem que notássemos, o último ensaio terminou. O dia seguinte era o grande dia. O último dia de aula do 9º ano, o dia do troca, dia do amigo chocolate... Dia da estréia. Eu fui à secretaria pela manhã só para ter certeza de algo em que meus ouvidos não podiam acreditar, era boato.

Esgotaram os convites. Está certo que não era pago e cada aluno poderia levar quantos quisesse, mas mesmo assim, 150 convites haviam esgotado em 4 dias. E tinha gente que ia ficar em pé, porque queria ver mesmo assim.


FIM da segunda parte...

que adrenalina HUSAUH

Teatro - parte I

Era para eu ter publicado isso tipo umas 2 semanas atrás. Mas muito besta que sou, consegui o feito de apagar e salvar por cima, ou seja: salvei meu texto em branco. Aêeee! Bom, mas vamos lá, vou tentar reconstruir aquilo (:
Fazer teatro nunca foi uma das minhas prioridades - até porque eu sou meio tímida, hihi. É sério, poxa, eu sou tímida imitando uma pessoa, fazendo mímica e contando piada. Não sou tímida para dizer o que penso, tocar violão ou apresentar um trabalho, mas quando eu "não sou" a Isabel propriamente dita, me dá um pouquinho de vergonha e nervosismo. Pois bem, eu queria muito vencer isso de vez e me tornar uma cara-de-pau literal HUSUAH.
Foi por isso que quando o professor de teatro, o Zairo, entrou na quadra com uma listinha e perguntou quem gostaria de participar eu na hora coloquei meu nome - mesmo sabendo que a peça seria do livro que nós havíamos lido no começo do ano "O Inspetor Geral" (um livrinho meio mala que se tratava de uma cidade de idiotas e corruptos) -, porque sabia que muitos amigos meus participariam, então não teria problema de pagar mico sozinha UHSAUH. Perguntei para a Carol se ela ia participar também e ela topou na hora. Legal!
Na semana que se seguiu a gente só falava disso, anciosos para a primeira "Renião", porque ainda não era um ensaio de verdade, nós apenas conversaríamos com o Zairo, ele nos explicaria a história e tal... Porque muita gente não lê o livro e faz a prova no chute mesmo HSAUH. Mas ele ainda não tinha os papéis porque ele estava terminando de escrever o roteiro.
Bom, na semana seguinte lá vai a gente de novo para enfim descobrir os papéis. Eu não estava muito sedenta em saber quem eu faria, não, afinal só tem corrupto na cidade, doido e assim vai. Mas ao mesmo tempo, eu não queria pegar a esposa do prefeiro porque além dela ser uma peruuua safada, tinha bastante fala.
Feito, não peguei a perua safada. Peguei a bêbada depressiva SHUAUHS. Na primeira vez que eu li eu fiquei tipo "fala séeeeeeeeeerio", mas cada vez que eu lia eu dava mais risada, então não podia ser assim tão ruim.
E assim começaram os ensaios... Era setembro.
FIM da primeira parte hahaha! Vou dar um gostinho de suspense para vocês, tá legal? :D
Qualquer hora eu continuo :x fuuuuuui!